Querida Dê,
Já faz pouco mais de um mês que você se foi.
Eu nunca havia perdido ninguém próximo, e sempre perguntava aos amigos que perderam seus pais ou mães se eles pensavam todos os dias em quem se foi. Todos respondem que sim.
Hoje eu não preciso mais perguntar, porque agora sei da resposta, porque penso em você todos os dias.
Fico lembrando de como você me acolheu de braços abertos lá em Brasília há 15 anos atrás e de como foi generosa comigo por todos esses anos. Lembro do som da sua gargalhada e como você jogava o corpo pra frente quando eu falava alguma bobagem (que não eram poucas). Lembro como você era ágil pra fazer qualquer coisa que a gente pedia, fosse um doce muito delicioso ou uma luminária complexa de crochet, tudo ficava pronto em tempo recorde. Você podia não admitir, mas também era atrapalhada, e depois de ficar muito muito brava e xingar todo mundo, morria de rir de si mesma.
Hoje percebo e admito o quanto éramos parecidas em vários aspectos e por isso discutíamos por coisas totalmente idiotas. Minha psicóloga sempre me disse isso, eu nunca contei pra ninguém, mas acho que você vai gostar de saber.
Vejo você diariamente no Thiago, na Má, no Felipe e no Zé.
E enxergo seus traços no seu netinho, que chegou trazendo uma luz ainda mais forte para essa família depois que a sua se apagou.
Que saudade.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Chocolândia, terra de ninguém
Olar.
Atendendo aum milhares de pedidos eu voltei.
E voltei pra contar que hoje quase apanhei no supermercado.
Chocolândia, unidade Santo Amaro, carinhosamente apelidada de Chocolixo ou terra de ninguém. Toda vez que eu vou até lá me parece que um micro apocalipse aconteceu naquela propriedade e as pessoas esqueceram de como se comportar em sociedade.
Já no estacionamento os motoristas imediatamente desaprendem a estacionar ou se locomover como seres normais. Tem um portão só para entrada e outro só para saída mas pffffffffffffffff quem se importa e daí aquilo vira um enrosco de imbecis: ricos, pobres, velhos, crianças.
Assim que entra você já deseja arrancar as próprias orelhas pois a RÁDIO CHOCOLÂNDIA está sempre ligada no último volume com músicas maravilhosas, últimos sucessos do forró, sertanejo e romântico/brega. E claro, eles tem um jingle que fica tocando na sua cabeça por horas choc choc choc choc chocolândia (da música vou te mostrar que é de chocolate de chocolate o amor é feito, cantem também!).
Aí tem as filas pra pagar.
Hoje como de costume os caixas estavam todos lotados e eu, com poucos itens, fui ao de 10 volumes (eu não sei vocês, mas conto os itens na cestinha de todas as pessoas que estão nessa fila, principalmente se estiver na minha frente, e se ultrapassar os 10 itens eu gentilmente aviso o cidadão do ~engano~). Quando entrei na fila, a moça que estava na minha frente com um carrinho com uns 20 itens contava discretamente seus pertences, mas não falou nada e ficou lá mesmo assim. Eu esperei ela colocar sobre a esteira 10 itens, no 11 eu avisei:
- Moça, esse caixa é de 10 volumes
- Oi?
- Esse caixa é para 10 volumes.
- Ai, jura? Mas eu só vi agora! Deixa eu passar aqui vai é rapidinho!
- Eu não vou deixar, olha o tamanho da fila atrás de mim.
- MAS EU NÃO VI QUE ERA EXCLUSIVO DE 10. TÁ ME CHAMANDO DE MENTIROSA?
- Não sei, não te conheço, só sei que essa fila é para 10 itens e você tem mais de 10 itens e eu vou passar na sua frente.
Daí me deu um medinho de apanhar porque ela começou a vir pra cima de mim gritando EU TB NÃO TE CONHEÇO NÃO ME CHAMA DE MENTIROSA mas tinha tanta gente em volta que ela baixou a bola, recolheu seus pertences do balcão, me xingou de mais alguma coisa e sumiu.
Piadas à parte, tem muita gente que tá cagando pro próximo e coisas assim fazem a convivência em sociedade ficar cada vez mais insuportável. Então, entrem nessa luta comigo e chame mesmo a atenção de quem faz errado estacionando em vagas reservadas, usando caixas exclusivos e rápidos, entre outras coisas usando a velha desculpa do ai não vi ou ai não sabia ou ai é rapidinho. A pessoa normalmente está ciente do erro, morre de vergonha de ser confrontada mas continua fazendo pois ninguém fala nada.
fim.
Atendendo a
E voltei pra contar que hoje quase apanhei no supermercado.
Chocolândia, unidade Santo Amaro, carinhosamente apelidada de Chocolixo ou terra de ninguém. Toda vez que eu vou até lá me parece que um micro apocalipse aconteceu naquela propriedade e as pessoas esqueceram de como se comportar em sociedade.
Já no estacionamento os motoristas imediatamente desaprendem a estacionar ou se locomover como seres normais. Tem um portão só para entrada e outro só para saída mas pffffffffffffffff quem se importa e daí aquilo vira um enrosco de imbecis: ricos, pobres, velhos, crianças.
Assim que entra você já deseja arrancar as próprias orelhas pois a RÁDIO CHOCOLÂNDIA está sempre ligada no último volume com músicas maravilhosas, últimos sucessos do forró, sertanejo e romântico/brega. E claro, eles tem um jingle que fica tocando na sua cabeça por horas choc choc choc choc chocolândia (da música vou te mostrar que é de chocolate de chocolate o amor é feito, cantem também!).
Aí tem as filas pra pagar.
Hoje como de costume os caixas estavam todos lotados e eu, com poucos itens, fui ao de 10 volumes (eu não sei vocês, mas conto os itens na cestinha de todas as pessoas que estão nessa fila, principalmente se estiver na minha frente, e se ultrapassar os 10 itens eu gentilmente aviso o cidadão do ~engano~). Quando entrei na fila, a moça que estava na minha frente com um carrinho com uns 20 itens contava discretamente seus pertences, mas não falou nada e ficou lá mesmo assim. Eu esperei ela colocar sobre a esteira 10 itens, no 11 eu avisei:
- Moça, esse caixa é de 10 volumes
- Oi?
- Esse caixa é para 10 volumes.
- Ai, jura? Mas eu só vi agora! Deixa eu passar aqui vai é rapidinho!
- Eu não vou deixar, olha o tamanho da fila atrás de mim.
- MAS EU NÃO VI QUE ERA EXCLUSIVO DE 10. TÁ ME CHAMANDO DE MENTIROSA?
- Não sei, não te conheço, só sei que essa fila é para 10 itens e você tem mais de 10 itens e eu vou passar na sua frente.
Daí me deu um medinho de apanhar porque ela começou a vir pra cima de mim gritando EU TB NÃO TE CONHEÇO NÃO ME CHAMA DE MENTIROSA mas tinha tanta gente em volta que ela baixou a bola, recolheu seus pertences do balcão, me xingou de mais alguma coisa e sumiu.
Piadas à parte, tem muita gente que tá cagando pro próximo e coisas assim fazem a convivência em sociedade ficar cada vez mais insuportável. Então, entrem nessa luta comigo e chame mesmo a atenção de quem faz errado estacionando em vagas reservadas, usando caixas exclusivos e rápidos, entre outras coisas usando a velha desculpa do ai não vi ou ai não sabia ou ai é rapidinho. A pessoa normalmente está ciente do erro, morre de vergonha de ser confrontada mas continua fazendo pois ninguém fala nada.
fim.
sábado, 19 de maio de 2012
Livro
No último Natal dei de presente pro marido o novo livro do Stephen King. Um livro enorme, de quase mil páginas, ainda em inglês (o a tradução deve sair só ano que vem). O assunto, dessa vez, viagem no tempo. Irresistível, né?
O título é 22/11/63. A história, de um professor que encontra um portal que o transporta diretamente para o passado, 5 anos antes do dia do assassinato do presidente Kennedy, data que intitula o livro. Com a possibilidade de mudar o passado em suas mãos, e levando em conta todas as consequências ruins da morte do presidente, ele tenta impedir o assassino.
E aí a história vai que vai. Não sei se você sabe, mas o Stephen King faz uma coisa fantástica e que deixa os fãs arrepiados; ele entrelaça as histórias de livros diferentes. Principalmente quando se trata de Derry, a cidade que ele inventou. Quando personagens de histórias diferentes convivem então, é incrível.
O assassinato do presidente é um fato que chocou o mundo inteiro, principalmente por ter sido filmado. As descrições que ele faz da época, do assassino, Lee Harvey Oswald, de sua família, do local onde tudo aconteceu, é incrível.
Terminei o livro ontem, depois de quase 4 meses. Fiquei triste porque acabou. Diferente de suas outras histórias, esse não é um livro assustador. Mas é sem dúvida o melhor que eu já li. Recomendo fortemente, e nem preciso dizer que foi um presente de sucesso.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Minhas (mini) férias
Tudo começou 6 meses atrás com a venda dos ingressos pro show do Foo Fighters no Lollapalooza aqui em São Paulo. O ingresso tava tão caro que arregamos na hora de fechar a compra, e num impulso, no meio da madrugada (e com incentivo do Felipe) acabamos comprando os ingressos pra assistir ao show lá na Argentina (que custaram 1/3 do preço daqui).
Eu assino embaixo.
Daí os meses passaram voando e lá fomos nós pra Buenos Aires com Felipe e Chaqueline ver Dave Grohl ao vivo.
Fomos ao estádio do River retirar o ingresso pra quarta e acabamos comprando, por inacreditáveis 90 reais (NOVENTA REAIS PORRA) ingresso pra terça também. Magina, 2 dias de Foo Fighters, que foda. E esse show de terça foi muito bom. Mas o de quarta, esse sim foi memorável (ou um desastre, como disse o próprio Dave).
A previsão do tempo do iphone indicava trovoada esparsa, mas quem tem iphone sabe que essa previsão é meio furada, então né, nem confiei. Fomos todos ao estádio sem casaco e sem capa de chuva. Chegamos meio cedo e ficamos panguando por lá batendo papo. O tempo começa a fechar, algumas nuvens se formando, nada de mais. Assim que o Artic Monkeys pisou no palco desabou uma chuva, mas uma chuva meu amigo que você não acredita. Daquelas que não dá pra abrir o olho, sabe? O vento vinha em golpes, e frio gente, que frio que fazia. Quando estávamos começando a ficar deprimidos de tanto frio e chuva, uns argentinos malucos (e todos são malucos, fato) arrumaram um saco plástico (aberto de um dos lados) improvisando um abrigo que acolheu a gente. Quando já não tinha mais espaço, olhamos pro lado e outros argentinos malucos arrumaram uma puta lona enorme que emendou com a nossa tendinha de saco plástico e abrigou cerca de 457 almas ensopadas. Daí passou o frio e começamos a sorrir de novo entoando tradicional cantiga porteña cujo refrão, título e verso era "la concha de tu madre". Uma bela canção.
*como esse é um blog de família não vou traduzir o nome da canção, mas concha nesse caso significa em português uma palavra que rima com bochecha*
(parênteses para informar que a chuva que caiu por quase uma hora e meia foi uma das maiores tempestades dos últimos tempos na cidade, quase um tornado)
Tanta água que um pedaço do palco caiu e um monte de luzes não funcionaram. Mas a chuva parou, e Foo Fighters começou a tocar. E daí passou o frio e foi só alegria. Ficamos praticamente sem fôlego por quase 3 horas.
E eu tento e tento descrever a sensação de estar lá, naquele momento. E não vou conseguir. Nunca vou conseguir explicar pra vocês o que é estar a alguns metros de um grande ídolo. O que é cantar junto com ele a música que você já cantou um milhão de vezes gritando no seu carro numa segunda feira de manhã qualquer. É uma emoção que não cabe no peito, e sinceramente, acho que só o rock desperta.
Vou terminar o post com um discurso do Dave, que foi mais ou menos assim (é o que lembro de cabeça).
"Antes de vir pra cá nos avisaram que estava chovendo. MUITO. Que o palco não ia aguentar, que uma parte já havia caído e as luzes não funcionariam, que a noite seria desastrosa. Mas que se dane, pedimos que as luzes do estádio ficassem acesas, e quer saber, que bom, porque agora posso ver cada um de vocês. Fico contente que a noite tenha sido um desastre. Muitas vezes, quando as coisas dão errado elas se tornam memoráveis. E acabam sendo as melhores. E o show dessa noite é um exemplo."
Eu assino embaixo.
quarta-feira, 21 de março de 2012
14
Outro dia estava conversando com o marido sobre viagem no tempo (sim somos nerds e falamos sobre essa possibilidade). Se pudéssemos voltar para 1998 e conversar com nós mesmos...o que será que a gente diria?
Ele avisaria o Thiago de 98 pra investir em ações pra ficar rico (alguém aí esperaria algo diferente de um homem? eu não fiquei surpresa)
Eu poderia contar um milhão de coisas pra ela.
Paula de 98, você vai trocar de faculdade 2 vezes. Vai morar um tempão em Brasília. Vai ficar noiva por 10 (DEZ) anos. Vai emagrecer e engordar vários quilos. Vai trabalhar num hotel. Vai virar confeiteira. Vai abrir uma loja de cupcakes.
Mas acho que eu diria só uma coisa.
Esse magrelinho de cabelo raspado e camiseta larga vai te fazer feliz como ninguém no mundo. E todo o resto se arruma.
Te amo marido.
Ele avisaria o Thiago de 98 pra investir em ações pra ficar rico (alguém aí esperaria algo diferente de um homem? eu não fiquei surpresa)
Eu poderia contar um milhão de coisas pra ela.
Paula de 98, você vai trocar de faculdade 2 vezes. Vai morar um tempão em Brasília. Vai ficar noiva por 10 (DEZ) anos. Vai emagrecer e engordar vários quilos. Vai trabalhar num hotel. Vai virar confeiteira. Vai abrir uma loja de cupcakes.
Mas acho que eu diria só uma coisa.
Esse magrelinho de cabelo raspado e camiseta larga vai te fazer feliz como ninguém no mundo. E todo o resto se arruma.
Te amo marido.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
a barata e a sensibilidade masculina
Hoje a loja fez 1 ano. Nossa, como passou rápido. Meu tempo voou e meu bloguinho ficou de lado.
Sabe que as coisas vão acontecendo e eu penso, nossa, não posso esquecer de escrever sobre isso. Daí o tempo passa por cima de mim, o sono chega e o momento já era. E assim vai.
Enfim.
Uma das piores coisas de se morar em casa são as baratas. No calor ainda, um inferno. Ainda bem que a maioria das que eu encontro já estão desmembradas, agonizando no chão por conta da tortura felina. Mas tem as que voam. Porque o criador pensou, hm, o que pode ser pior que uma barata? Pimba, uma barata que voa. E assim surgiu a barata voadora.
Numa bela noite eu subi pra dormir carregando uma pilha enorme de roupa que ia até meu queixo. O marido já jazia inerte em seu lado da cama. Conforme eu coloquei a pilha de roupa na cômoda escutei aquele barulho maldito de asinhas batendo. Como uma ginasta campeã olímpica em apenas um salto caí na cama por cima do marido, que acordou daquele jeito tão carinhoso:
- QUE QUE FOI MULHER!
Um pouco apavorada expliquei que tinha um bicho voador no quarto que parecia ser uma barata.
- Pode levantar e matar essa porra barata.
- Mas onde que tá?
Asas batendo loucamente. Eu já estava no corredor dando instruções.
- Tá atrás da cômoda, tira ela de lá.
- Deixa ela lá, não vai dar pra tirar. Eu já tava dormindo.
- NINGUÉM DORME se você não matar essa porra barata.
*suspiro bem audível de resignação masculina* (ah, aquele suspiro que você conhece tão bem minha amiga)
Cutuca de cá e de lá, achou e matou a barata com o chinelo. Pronto. Na cama:
- Credo marido, será que eu que trouxe a barata pra cima junto com a pilha de roupa *mini xilique*
- Será?
* ruídos de nojo*
- Para com isso que a barata não veio na roupa não mulher.
- Como você sabe?
- Eu já tava escutando ela voando pelo quarto, só tava com preguiça de levantar.
Ah, a sensibilidade masculina.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
sobre o ano novo
Eu não sou uma pessoa que faz listas de resoluções pro ano novo, apenas tenho sempre a esperança de que tudo que está ruim vai ficar bom, e o que está bom vai ficar melhor. Mas uma coisa que me incomoda demais na minha personalidade é julgar constantemente as pessoas em relação à tudo, aparência, jeito de se vestir, música que ouve, atitudes.
Se eu julgasse em silêncio tudo bem. Mas eu não consigo, e sempre acabo falando alguma coisa pra alguém. Tem um monte de gente que entra na minha, porque também julga os outros, mas conheço várias pessoas que se incomodam com isso e me dão bronca.
E eles estão certos, os que dão bronca. E eu admiro muito o fato de eles não julgarem ninguém precipitadamente, o que faz deles pessoas melhores. Mais receptivas, menos ranhetas. Mais toleráveis, menos estressados.
Porque cada um tem sua vida e vive como achar melhor.
Essa é minha resolução pra 2012 e pra toda a vida.
Se eu julgasse em silêncio tudo bem. Mas eu não consigo, e sempre acabo falando alguma coisa pra alguém. Tem um monte de gente que entra na minha, porque também julga os outros, mas conheço várias pessoas que se incomodam com isso e me dão bronca.
E eles estão certos, os que dão bronca. E eu admiro muito o fato de eles não julgarem ninguém precipitadamente, o que faz deles pessoas melhores. Mais receptivas, menos ranhetas. Mais toleráveis, menos estressados.
Porque cada um tem sua vida e vive como achar melhor.
Essa é minha resolução pra 2012 e pra toda a vida.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
sobre nosso natal
Daí que como todo ano, comemoramos o Natal na minha casa. Esse ano a turma aumentou um pouco, 17 pessoas na noite do dia 24 e 18 pessoas no dia 25. Tive que emprestar cadeiras da vizinha e usei até o último dos talheres (alguém teve que comer com garfo de sobremesa), mas foi tudo bem. A quantidade de comida era suficiente pra alimentar a população de toda uma cidade, por isso durou até o almoço de hoje. O salmão virou bolinho de bacalhau (só que de salmão), salada de macarrão e o pernil virou bolinho caipira.
Dona Zoca deu o ar da graça. Geint, minha avó não existe. Ela tem, entre muitas manias extremamente irritantes, a mania de CUTUCAR as coisas. Comidas, tecidos, objetos, animais de estimação. Virou sua marca registrada. Ela vai só com a pontinha do dedo (tipo o E.T. saca?), sorrateira, e cutuuuuuuuuca.
Meu pai levou salmão pra ceia, embrulhadinho em papel alumínio, pronto pra ir pro forno. Assim que ele colocou a assadeira na pia, ela já veio com o dedo em riste. E eu avisei, vó, não vai mexer que seessa porra rasga meu pai vai ter um xilique. "Ai mas eu só estava olhando". AHAM. Dali um tempo a assadeira pronta pra ir pro forno, a gente bobeou, ela cutucou.
E claro que rasgou o papel alumínio.
Nem preciso comentar que a briga entre os dois levou o mesmo tempo que o peixe levou para nascer, nadar correnteza acima, ser pescado, morrer, ser temperado AND cutucado pela dona zoca.
Outra coisa: dona zoca não entende ironia. Não entende, não adianta. Inocência, talvez. Enfim, lá pelas tantas alguém abordou o agradável assunto ~bicho de pé~ no meio da ceia de Natal. E né, nem preciso explicar que o bicho de pé virou BICHO DE PÉ, se é que vocês me entendem. Ela não entendeu. E acho que ainda está pensando porque todo mundo riu tanto enquanto ela falava:
"Eu já peguei bicho de pé várias vezes" ou "pro bicho de pé sair tem que cutucar a cabecinha" ou "tem gente no interior que faz força pra pegar o bicho de pé porque faz uma coceguinha gostosa".
Feliz Natal geint!
Dona Zoca deu o ar da graça. Geint, minha avó não existe. Ela tem, entre muitas manias extremamente irritantes, a mania de CUTUCAR as coisas. Comidas, tecidos, objetos, animais de estimação. Virou sua marca registrada. Ela vai só com a pontinha do dedo (tipo o E.T. saca?), sorrateira, e cutuuuuuuuuca.
Meu pai levou salmão pra ceia, embrulhadinho em papel alumínio, pronto pra ir pro forno. Assim que ele colocou a assadeira na pia, ela já veio com o dedo em riste. E eu avisei, vó, não vai mexer que se
E claro que rasgou o papel alumínio.
Nem preciso comentar que a briga entre os dois levou o mesmo tempo que o peixe levou para nascer, nadar correnteza acima, ser pescado, morrer, ser temperado AND cutucado pela dona zoca.
Outra coisa: dona zoca não entende ironia. Não entende, não adianta. Inocência, talvez. Enfim, lá pelas tantas alguém abordou o agradável assunto ~bicho de pé~ no meio da ceia de Natal. E né, nem preciso explicar que o bicho de pé virou BICHO DE PÉ, se é que vocês me entendem. Ela não entendeu. E acho que ainda está pensando porque todo mundo riu tanto enquanto ela falava:
"Eu já peguei bicho de pé várias vezes" ou "pro bicho de pé sair tem que cutucar a cabecinha" ou "tem gente no interior que faz força pra pegar o bicho de pé porque faz uma coceguinha gostosa".
Feliz Natal geint!
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Intruso da madrugada
Tivemos uma madrugada agitada eu e o marido! Não, não dessa forma que você está pensando.
Lá pelas 2 da manhã comecei a ouvir um miadinho estranho * sim geint, os gatos tem miados diferentes um dos outros*. Achei que uma das 3 tava engasgada com uma bola de pelo, sei lá, dormi de novo. Dali a pouco de novo lá embaixo. Dormi. Aí quando o miado foi no corredor eu já dei uma chamada e estalei os dedos.
Só ouvi as unhas raspando no piso e aqueles barulhos que só os gatos sabem fazer FIIIIIIHHHTZZZZZ algo assim. Pensei né, caceta, quis gato tonto de se assustar com estalar de dedosdevem estar fazendo merda. Dormi de novo.
Miados estranhos mais uma vez, que saco. Sem levantar da cama vasculhei o quarto commeu sabre de luz a luz do celular e vi a Léia e a Luka. Lola, gata dos inferno também conhecida como filha do mefisto deve estar morrendo ou coisa assim pra perturbar tanto de madrugada, não é possível. Levantei.
Entrei no closet e a Luka farejando tudo. Já pensei que era uma fucking barata, mas como ela desencanou, deixei pra lá. Corredor, escada, sala, cozinha, nada. Silêncio. Saí no quintal e no topo da escada do quartinho vi o rabo do gato. Porra Lola que saco vem aqui e p FIIIIIHHHHHHHTZZZZZZZ FITZ FIHTZZZZ
Eu que ainda tava meio dormindo nem conseguia pensar direito porque catso minha gata tava possuída.
MAS ERA UM GATO DE RUA GEINT
Passou voando por mim e juro, nunca vi um gato tão estressado na minha vida. Foi pra sala procurando saída. Daí eu corri pro corredor e comecei a chamar o marido antes que o gato resolvesse subir. Gritei muitas vezes e o puto não acordou (se fosse um ladrão era eu que tinha que sair no braço com ele). Enfim, claro que o gato correu escada acima. Fui pro quarto correndo e gritei pelo marido que levantou mais assustado que o próprio gato:
- Que que foi que aconteceu mulher? *sim, ele fala assim comigo, triste*
- Entrou um gato aqui que não é nosso, me ajuda a procurar!
Demorou alguns segundos pra ele passar os olhos pelo quarto e exclamar:
- Tem um preto aqui!!!
- *risos eternos* O preto é NOSSO poha! Procura o gato que não é nosso.
Bom, o gato tava no quarto do meio pulando. nas. paredes. Nunca vi isso...o gato tava com muito medo, e eu mais ainda. Ele veio na minha direção e eu astutamente desviei do caminho e ele desceu de novo.
Voltou pro quintal, menos mal. O marido abriu a janela do quartinho e apagou a luz pra ele sair por lá. E a Lola ainda não tinha aparecido. Por um momento achei que ela tinha feito intercâmbio com o gato mas depois encontrei ela no cantinho entre minha cama e a parede se borrando de medo judiação.
Lá pelas 2 da manhã comecei a ouvir um miadinho estranho * sim geint, os gatos tem miados diferentes um dos outros*. Achei que uma das 3 tava engasgada com uma bola de pelo, sei lá, dormi de novo. Dali a pouco de novo lá embaixo. Dormi. Aí quando o miado foi no corredor eu já dei uma chamada e estalei os dedos.
Só ouvi as unhas raspando no piso e aqueles barulhos que só os gatos sabem fazer FIIIIIIHHHTZZZZZ algo assim. Pensei né, caceta, quis gato tonto de se assustar com estalar de dedos
Miados estranhos mais uma vez, que saco. Sem levantar da cama vasculhei o quarto com
Entrei no closet e a Luka farejando tudo. Já pensei que era uma fucking barata, mas como ela desencanou, deixei pra lá. Corredor, escada, sala, cozinha, nada. Silêncio. Saí no quintal e no topo da escada do quartinho vi o rabo do gato. Porra Lola que saco vem aqui e p FIIIIIHHHHHHHTZZZZZZZ FITZ FIHTZZZZ
Eu que ainda tava meio dormindo nem conseguia pensar direito porque catso minha gata tava possuída.
MAS ERA UM GATO DE RUA GEINT
Passou voando por mim e juro, nunca vi um gato tão estressado na minha vida. Foi pra sala procurando saída. Daí eu corri pro corredor e comecei a chamar o marido antes que o gato resolvesse subir. Gritei muitas vezes e o puto não acordou (se fosse um ladrão era eu que tinha que sair no braço com ele). Enfim, claro que o gato correu escada acima. Fui pro quarto correndo e gritei pelo marido que levantou mais assustado que o próprio gato:
- Que que foi que aconteceu mulher? *sim, ele fala assim comigo, triste*
- Entrou um gato aqui que não é nosso, me ajuda a procurar!
Demorou alguns segundos pra ele passar os olhos pelo quarto e exclamar:
- Tem um preto aqui!!!
- *risos eternos* O preto é NOSSO poha! Procura o gato que não é nosso.
Bom, o gato tava no quarto do meio pulando. nas. paredes. Nunca vi isso...o gato tava com muito medo, e eu mais ainda. Ele veio na minha direção e eu astutamente desviei do caminho e ele desceu de novo.
Voltou pro quintal, menos mal. O marido abriu a janela do quartinho e apagou a luz pra ele sair por lá. E a Lola ainda não tinha aparecido. Por um momento achei que ela tinha feito intercâmbio com o gato mas depois encontrei ela no cantinho entre minha cama e a parede se borrando de medo judiação.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O show
Eu tenho que fazer outro post sobre o assunto. Pra não me esquecer de como foi bom esse dia. Quatro de novembro de dois mil e onze. De acordo com uma resenha fantástica que li por aí, o show em que desejamos que o tempo passasse mais devagar. O dia em quem ficamos sem fôlego, de tão empolgados. Onde marmanjos (eu inclusa) se abraçam e choram e cantam e pulam loucamente por duas horas seguidas. O dia em que milhares de estranhos estão na mesma sintonia. O dia em que ignorei uma dor de garganta quase insuportável pra cantar e gritar.
Pra não esquecer nunca mais dessa fofura aqui debaixo e seus sorrisos, sua música e sua voz única.
Pearl Jam <3 <3 <3
Pra não esquecer nunca mais dessa fofura aqui debaixo e seus sorrisos, sua música e sua voz única.
Pearl Jam <3 <3 <3
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
tortura voluntária
Ontem teve show do Pearl Jam.
Daí rola aquela delícia que é se programar pra enfrentar a zona que é show em estádio nessa cidade. De carro você pega trânsito. Se pára na rua tem que pagar 451 mil reais pro flanelinha não te estourar o carro. Se pára no estacionamento tem que pagar 452 milhões de reais pra espremerem seu carro num espaço de 1 metro quadrado. Se vai de táxi você pega trânsito e na volta se fode porque os taxistas cobram taxa fixa de 453 trilhões de reais não importa pra onde você vai. Se vai de ônibus você pega trânsito e na volta se espreme com 784 pessoas suadinhas e bêbadas. Chegando no estádio você tem que procurar o portão de acordo com seu ingresso. Você tromba em 7 pessoas por segundo, dispensa 477 cambistas, tropeça em 236 isopores de cerveja e diz não pra 784 vendedores de capa de chuva. Você acha o portão certo mas tem que andar 1km a mais pra entrar no cercadinho mesmo que não tenha nenhuma fila. Você éapalpado revistado pela polícia. Você finalmente entra no estádio pra esperar 2 horas sentado no chão sob um frio congelante.
Tá tudo errado. E você paga caro por isso. Mas você faz de novo e de novo e de novo.
Porque estar lá, naquele momento, vale cada segundo de nervoso, e cada centavo gasto num ingresso superfaturado.
Daí rola aquela delícia que é se programar pra enfrentar a zona que é show em estádio nessa cidade. De carro você pega trânsito. Se pára na rua tem que pagar 451 mil reais pro flanelinha não te estourar o carro. Se pára no estacionamento tem que pagar 452 milhões de reais pra espremerem seu carro num espaço de 1 metro quadrado. Se vai de táxi você pega trânsito e na volta se fode porque os taxistas cobram taxa fixa de 453 trilhões de reais não importa pra onde você vai. Se vai de ônibus você pega trânsito e na volta se espreme com 784 pessoas suadinhas e bêbadas. Chegando no estádio você tem que procurar o portão de acordo com seu ingresso. Você tromba em 7 pessoas por segundo, dispensa 477 cambistas, tropeça em 236 isopores de cerveja e diz não pra 784 vendedores de capa de chuva. Você acha o portão certo mas tem que andar 1km a mais pra entrar no cercadinho mesmo que não tenha nenhuma fila. Você é
Tá tudo errado. E você paga caro por isso. Mas você faz de novo e de novo e de novo.
Porque estar lá, naquele momento, vale cada segundo de nervoso, e cada centavo gasto num ingresso superfaturado.
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| Meu companheiro de aventuras
E HOJE TEM MAIS!!
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
homens
Daí que ontem dei ré num poste amiguinhos. O danado tava no meu ponto cego e eu ouvi só o barulho. E amassou o coitado do fiestinha.
Mandei um torpedo pra avisar o marido (que tava na França ainda) mas confesso que a primeira coisa que me passou pela cabeça foi contar pra ele seguindo o conselho da Hope
; )
Mandei um torpedo pra avisar o marido (que tava na França ainda) mas confesso que a primeira coisa que me passou pela cabeça foi contar pra ele seguindo o conselho da Hope
; )
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Daí que depois de mais de 20 anos meu irmão descobriu que não é mais alérgico a peixes e frutos do mar.
Acho isso uma desfeita, depois de tanta lasanha que a velenha teve que fazer pra acompanhar paellas e bacalhoadas, coitada.
Fora que agora já era as piadinhas sobre engasgos e morte imediata diante de um singelo patê de atum. Sugestões de pizza de aliche e pastel de camarão não farão mais sentido.
hunf.
Agora só posso fazer chacota sobre ele serfeinho adotado.
Acho isso uma desfeita, depois de tanta lasanha que a velenha teve que fazer pra acompanhar paellas e bacalhoadas, coitada.
Fora que agora já era as piadinhas sobre engasgos e morte imediata diante de um singelo patê de atum. Sugestões de pizza de aliche e pastel de camarão não farão mais sentido.
hunf.
Agora só posso fazer chacota sobre ele ser
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Sorte
A vida, essa danada.
O ano de 2010 me aconteceu tão devagar que eu de fato, parei. Foi um ano de muitos planos, mas poucas mudanças. Já esse ano colegas, quanta diferença!
Tanta coisa boa já me aconteceu nesses 9 meses, pessoal e profissionalmente. Quem diria, euzinha aqui, modestamente fazendo meus cupcakes e bolos decorados, indo parar na Vejinha! Claro que eu já imaginei isso acontecendo, um milhão de vezes. Mas engraçado como nossa cabeça funciona. Eu imaginei que SE isso um dia acontecesse eu seria uma mega empresária de 45 anos andando de terninho administrando uma cozinha do tamanho do mundo com 45 funcionários ganhando rios de dinheiro.
Mas eu ainda sou eu, a de sempre. 30 anos, calça jeans, tênis e camiseta starwars. Administro uma loja com uma cozinha menor que a da minha casa e trabalho com minha família. E claro, não ganho rios de dinheiro.
Como eu vim parar aqui? Por muitas razões, claro. Muito esforço pessoal. Mas acima de tudo tudo tudo, por estar cercada de pessoas especiais. Amigos antigos, amigos novos e minha querida família.
Obrigada, obrigada, obrigada.
O ano de 2010 me aconteceu tão devagar que eu de fato, parei. Foi um ano de muitos planos, mas poucas mudanças. Já esse ano colegas, quanta diferença!
Tanta coisa boa já me aconteceu nesses 9 meses, pessoal e profissionalmente. Quem diria, euzinha aqui, modestamente fazendo meus cupcakes e bolos decorados, indo parar na Vejinha! Claro que eu já imaginei isso acontecendo, um milhão de vezes. Mas engraçado como nossa cabeça funciona. Eu imaginei que SE isso um dia acontecesse eu seria uma mega empresária de 45 anos andando de terninho administrando uma cozinha do tamanho do mundo com 45 funcionários ganhando rios de dinheiro.
Mas eu ainda sou eu, a de sempre. 30 anos, calça jeans, tênis e camiseta starwars. Administro uma loja com uma cozinha menor que a da minha casa e trabalho com minha família. E claro, não ganho rios de dinheiro.
Como eu vim parar aqui? Por muitas razões, claro. Muito esforço pessoal. Mas acima de tudo tudo tudo, por estar cercada de pessoas especiais. Amigos antigos, amigos novos e minha querida família.
Obrigada, obrigada, obrigada.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
TEMÇO
Sabe quando sua mãe fala pra nunca nunca brincar no elevador senão ele cai no poço? Poizé. A profecia se concretizou ontem no Ed. Ely.
Eu e o marido estávamos indo embora da casa da velenha e começamos a brincar de empurrar dentro do elevador (e quem nunca né?). Eis quedepois de um tranquinho o elevador despencou e foi direto pro poço. Gostaria de dizer para efeito de emoção que caímos de uma altura de 8 andares, mas deve ter sido no máximo, hm, uns 2 metrinhos. Mesmo assim tomamos um susto. O marido começou a rir da minha cara (de nervoso com certeza) e eu como pessoa controlada que sou tomei o controle da situação tocando o alarme loucamente.
Daí que eu te pergunto caro colega: se você escuta o alarme do elevador tocando insistentemente você grita pra quem tá lá dentro:
a) FIQUE CALMO!
b) JÁ VOU CHAMAR O PORTEIRO!
c) ...QUEM É?
E meus amigos, por incrível que pareça, as duas pessoas que ouviram o alarme perguntaram a mesma coisa (uma delas minha mãe). QUEM É? Poha mas como assim quem é? Dependendo de quem for não vai chamar socorro? afe. Enfim.
Aposto que assim que minha mãe me ouviu respondendo ela já imaginou uma tragédia. Membros decepados, sangue, explosões, morte.Em 2 milisegundos ela estava no subsolo com o porteiro. E a porta do elevador travou e só abriu meio palmo com muita insistência. Ainda bem que eu e o marido somos magrinhos e passamos com folga pela brecha, ufa. Assim que eu saí do elevador minha mãe me abraçou AND me bateu ao mesmo tempo como se eu tivesse voltado da morte.
Encerro esse post esclarecendo pros moradores do Ely que sim, eu e o marido passamos bem depois do susto APESAR do infortúnio do elevador quebrado e de metade do prédio ter que subir e descer de escada. DE NADA por mantê-los saudáveis =)
Eu e o marido estávamos indo embora da casa da velenha e começamos a brincar de empurrar dentro do elevador (e quem nunca né?). Eis que
Daí que eu te pergunto caro colega: se você escuta o alarme do elevador tocando insistentemente você grita pra quem tá lá dentro:
a) FIQUE CALMO!
b) JÁ VOU CHAMAR O PORTEIRO!
c) ...QUEM É?
E meus amigos, por incrível que pareça, as duas pessoas que ouviram o alarme perguntaram a mesma coisa (uma delas minha mãe). QUEM É? Poha mas como assim quem é? Dependendo de quem for não vai chamar socorro? afe. Enfim.
Aposto que assim que minha mãe me ouviu respondendo ela já imaginou uma tragédia. Membros decepados, sangue, explosões, morte.Em 2 milisegundos ela estava no subsolo com o porteiro. E a porta do elevador travou e só abriu meio palmo com muita insistência. Ainda bem que eu e o marido somos magrinhos e passamos com folga pela brecha, ufa. Assim que eu saí do elevador minha mãe me abraçou AND me bateu ao mesmo tempo como se eu tivesse voltado da morte.
Encerro esse post esclarecendo pros moradores do Ely que sim, eu e o marido passamos bem depois do susto APESAR do infortúnio do elevador quebrado e de metade do prédio ter que subir e descer de escada. DE NADA por mantê-los saudáveis =)
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Lembranças
No outro final de semana fomos na casa da tia Nó, que resgatou suas fotografias do armário. Já falei que adoro ver fotos das antigas né?
O mais legal é que uma foto não permite apenas lembrar da cena em si, mas também de outras coisas que marcaram aquele momento; cheiros, gostos, sons, traumas, alegrias, tristezas, mágoas.
Separei aqui 3 fotos em particular.
Essa foto foi tirada na casa da vovó Joana (de preto, no centro) no dia do casamento da tia Lúcia (do lado da minha vó, os noivos). Fiquei emocionada já de olhar o quadro, as luminárias, imagens que estavam guardadas no fundo do baú da minha memória, de quando eu era muito pequena. Mas o que foi bacana mesmo foi ouvir a tia Bete me contando que nesse dia ela não dormiu à noite. Emoção? Não. Ela levantou à noite pra ir no banheiro e tinha uma barata na porta do quarto. Ela passou a noite sentada na cama vigiando a porta no caso da barata entrar (tia Bé, eu super te entendo, tamo junto nessa luta).
Essa é a tia Norma com meu tio Tony, que morreu há muitos anos. Acho que foi na lua de mel, em São Vicente. Ela toda modelo, ele todo galã. Achei os dois lindos na foto. Mas o comentário da tia Norma foi sobre o prédio, que ficava pertinho da ponte Pencil. "Filha esse prédio não existe mais, desabou logo depois."
Essa também é a tia Norma, toda linda no vestido de baile. Ela mal lembrava desse dia, mas minha mãe não esquece que ficou chorando desesperada em casa porque queria ir no baile junto com as irmãs.
=)
O mais legal é que uma foto não permite apenas lembrar da cena em si, mas também de outras coisas que marcaram aquele momento; cheiros, gostos, sons, traumas, alegrias, tristezas, mágoas.
Separei aqui 3 fotos em particular.
Essa foto foi tirada na casa da vovó Joana (de preto, no centro) no dia do casamento da tia Lúcia (do lado da minha vó, os noivos). Fiquei emocionada já de olhar o quadro, as luminárias, imagens que estavam guardadas no fundo do baú da minha memória, de quando eu era muito pequena. Mas o que foi bacana mesmo foi ouvir a tia Bete me contando que nesse dia ela não dormiu à noite. Emoção? Não. Ela levantou à noite pra ir no banheiro e tinha uma barata na porta do quarto. Ela passou a noite sentada na cama vigiando a porta no caso da barata entrar (tia Bé, eu super te entendo, tamo junto nessa luta).
Essa é a tia Norma com meu tio Tony, que morreu há muitos anos. Acho que foi na lua de mel, em São Vicente. Ela toda modelo, ele todo galã. Achei os dois lindos na foto. Mas o comentário da tia Norma foi sobre o prédio, que ficava pertinho da ponte Pencil. "Filha esse prédio não existe mais, desabou logo depois."
Essa também é a tia Norma, toda linda no vestido de baile. Ela mal lembrava desse dia, mas minha mãe não esquece que ficou chorando desesperada em casa porque queria ir no baile junto com as irmãs.
=)
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Bug do milênio
Vocês lembram dessa polêmica? Pois eu me lembro muito bem, porque esse catzo desse bug do milênio não causou nada nos computadores do mundo mas deu uma zuada boa na nossa vida no final de 1999.
Ainda bem que hoje a gente ri disso tudo. Senta que lá vem história.
Era véspera de reveillon. E, como de costume, fomos para o Guarujá com todos os outros moradores de São Paulo. Resultado: trânsito, muito trânsito. Tudo parado desde a praça de pedágio da imigrantes. Naquela época nosso carro era um fiat uno que foi pra revisão um dia antes da viagem. Carro zerado, pegamos a estrada. Daí o fiatzera morre no meio daquela galera. Pane geral, nem a buzina funcionava.
Saímos eu, Thiago, Luís e mamãe, todos debaixo de um sol de 95 graus pra empurrar o carro pro acostamento. Como naquela época só os ricos tinham celular, a velenha teve que voltar andando até o pedágio pra ligar pro guincho. Papo vai, papo vem o guincho chega e para junto ao carro. Não sei o nome do motorista, por isso vou chamá-locarinhosamente de Zé Ruela. Zé Ruela começou a preparar tudo para guinchar o carro enquanto assistíamos logo atrás. Tudo pronto, ele começa a içar o carro pra caçamba. Foi nesse momento que minha vida toda passou diante de meus olhos. O gancho que prende o eixo do carro arrebentou e o fiatzera desceu rampa abaixo na nossa direção. O Thi num ato desesperado de amor me empurrou pro mato e ele, junto com meu irmão, seguraram o carro, que ia de ré em direção à pista, no muque meus colegas. Passado o susto, o Zé Ruela fez uma ceninha de revolta jogando o tal gancho que arrebentou no mato e fez todo o procedimento de novo. Tudo pronto pra voltar pra São Paulo. Eu e Thiago na boléia com o Zé e o Lu com a velenha dentro do fiatzera sobre o guincho.
O trânsito estava pior. O Zé Ruela, claro, foi pelo acostamento pra pegar o retorno esse espertão. Só que o acostamento tinha um recuo. Ele insistiu e foi com as duas rodas direitas no mato. Verão = muita chuva. Muita chuva = terra molhada. A mula atolou as duas rodas no acostamento. E ficava lá acelerando. E o guincho foi inclinando de um jeito que vcs não acreditam. Minha mãe e o luis no fiat vendo a cena de camarote tentavam buzinar mas o barulho não saia. Até que a polícia rodoviária resolveu intervir (fico imaginando por quanto tempo eles assistiram a cena, gargalhando) pedindo pro Zé Ruela parar de acelerar e sair do guincho imediatamente porque estava ficando muito perigoso. Todos na estrada parados em seus veículos assistindo embasbacados uma família fazendo rally de guincho. Bom, a solução foi chamar outro guincho pra guinchar o guincho com o fiatzera sobre ele. Basta dizer quenão sei como não morremos ainda passamos um apuro voltando pra São Paulo com o Zé Ruela emputecido dirigindo loucamente. Mas nesse mesmo dia insistimos, pegamos o carro do Thi e fomos à tarde, com a estrada vazia.
Foi a primeira vez que eu levei o Thi para a praia, foi a apresentação dele pra família. No dia 31 de tarde o coitado começa a passar muito, mas muito mal. Ele que nem bebia nessa época. A virada de 1999 para 2000 ele passou na cama gorfando amparado por mim e minhas tias e nem viu os fogos. Foi terrível.
Você pensa que acabou? Não. Dois dias depois caiu a maior tempestade de verão da história sobre o Guarujá. O prédio fica entre a praia e o córrego. O córrego encheu e alagou tudo em volta do prédio. E alagou a garagem também, com todos os carros dentro. Todo mundo desceu pra ajudar, inclusive o Thiago, ainda se recuperando da virose, com água de córrego nos joelhos.
Tá?
Ainda bem que hoje a gente ri disso tudo. Senta que lá vem história.
Era véspera de reveillon. E, como de costume, fomos para o Guarujá com todos os outros moradores de São Paulo. Resultado: trânsito, muito trânsito. Tudo parado desde a praça de pedágio da imigrantes. Naquela época nosso carro era um fiat uno que foi pra revisão um dia antes da viagem. Carro zerado, pegamos a estrada. Daí o fiatzera morre no meio daquela galera. Pane geral, nem a buzina funcionava.
Saímos eu, Thiago, Luís e mamãe, todos debaixo de um sol de 95 graus pra empurrar o carro pro acostamento. Como naquela época só os ricos tinham celular, a velenha teve que voltar andando até o pedágio pra ligar pro guincho. Papo vai, papo vem o guincho chega e para junto ao carro. Não sei o nome do motorista, por isso vou chamá-lo
O trânsito estava pior. O Zé Ruela, claro, foi pelo acostamento pra pegar o retorno esse espertão. Só que o acostamento tinha um recuo. Ele insistiu e foi com as duas rodas direitas no mato. Verão = muita chuva. Muita chuva = terra molhada. A mula atolou as duas rodas no acostamento. E ficava lá acelerando. E o guincho foi inclinando de um jeito que vcs não acreditam. Minha mãe e o luis no fiat vendo a cena de camarote tentavam buzinar mas o barulho não saia. Até que a polícia rodoviária resolveu intervir (fico imaginando por quanto tempo eles assistiram a cena, gargalhando) pedindo pro Zé Ruela parar de acelerar e sair do guincho imediatamente porque estava ficando muito perigoso. Todos na estrada parados em seus veículos assistindo embasbacados uma família fazendo rally de guincho. Bom, a solução foi chamar outro guincho pra guinchar o guincho com o fiatzera sobre ele. Basta dizer que
Foi a primeira vez que eu levei o Thi para a praia, foi a apresentação dele pra família. No dia 31 de tarde o coitado começa a passar muito, mas muito mal. Ele que nem bebia nessa época. A virada de 1999 para 2000 ele passou na cama gorfando amparado por mim e minhas tias e nem viu os fogos. Foi terrível.
Você pensa que acabou? Não. Dois dias depois caiu a maior tempestade de verão da história sobre o Guarujá. O prédio fica entre a praia e o córrego. O córrego encheu e alagou tudo em volta do prédio. E alagou a garagem também, com todos os carros dentro. Todo mundo desceu pra ajudar, inclusive o Thiago, ainda se recuperando da virose, com água de córrego nos joelhos.
Tá?
sexta-feira, 22 de julho de 2011
não falei nada
Você aí, não pense que estou com preguiça do meu bloguinho não. Estou é sem tempo. Vocês não tem idéia de quanta merda coisa passa pela minha cabeça. Eu fico tomando notas mentais pra lembrar de tudo e escrever aqui, mas sabe como é o cérebro, esse fanfarrão.
Eu bem ia escrever um post sobre a confusão entre expressões populares que meu digníssimo marido faz, mas ele não me autorizou. Eu bem podia dar uma de Zé do braço curto ou mula morta e fazer o post mesmo assim, mas não o farei. É muito amor por essa criatura, a menina dos meus olhos de ouro.
Te amo seu lindo.
Ah, nosso 4o aniversário de casamento tá chegando. O tempo passa rápido né? Queria poder fazer uma festa a cada aniversário, como todo mundo dançando junto, que lindo.
Um dia.
Eu bem ia escrever um post sobre a confusão entre expressões populares que meu digníssimo marido faz, mas ele não me autorizou. Eu bem podia dar uma de Zé do braço curto ou mula morta e fazer o post mesmo assim, mas não o farei. É muito amor por essa criatura, a menina dos meus olhos de ouro.
Te amo seu lindo.
Ah, nosso 4o aniversário de casamento tá chegando. O tempo passa rápido né? Queria poder fazer uma festa a cada aniversário, como todo mundo dançando junto, que lindo.
Um dia.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Boiando
*post sem acentos*
Eu amo ver fotos antigas. Seja de dois anos atras, seja de quando eu era crianca, seja de quando eu nem tinha nascido.
E minha familia ta numas de resgatar algumas fotos que estavam escondidas nos albuns antigos e postar no facebook. Eu me emociono sempre, acho foda poder rever quem ja se foi ou ver como minha mae e tias eram quando tinham a minha idade.
De todas as fotos, a que eu mais gostei foi essa aqui:
Essa foto foi tirada na casa da tia Lu, de onde tenho lembrancas incriveis. A "casa da praca" como ate hoje elas se referem. Uma casa enorme pra um adulto, magina entao na concepcao de uma crianca! Lembro de tantos detalhes desse lugar que ate sonho que estou visitando novamente, passando a mao pelas paredes, sentindo as pastilhinhas da beira da piscina sob meus pes. Nessa foto estao tia Lu e a Dada, com seus maios ultra sensuais haha e meus primos, penso que seja o Ze e o Fabio. Nao sei o ano, nao sei nem se tinha nascido. Uma foto boba, de um momento qualquer, mas de plena felicidade.
Nao repare, pode ser que eu esteja sensivel demais.
Meu irmao foi o primeiro a comentar essa foto no face:
"Porque sera que as rodrigues tem essa mania de ficar boiando?"
E so entao eu me liguei porque eu gosto de mar calmo, sem ondas. Tai sua explicacao marido. Desde sempre aprendi a boiar com as mestras no assunto (insira aqui sua piadinha infame sobre o que mais boia). Minhas tias e mamae so entravam no mar quando estava calminho. Eu amava entrar junto com elas, ficar boiando na marolinha, ouvindo o barulho debaixo da agua.
E nao tem uma vez que eu faca isso e nao me lembre delas.
E foi por isso que essa foto me fez chorar <3
Eu amo ver fotos antigas. Seja de dois anos atras, seja de quando eu era crianca, seja de quando eu nem tinha nascido.
E minha familia ta numas de resgatar algumas fotos que estavam escondidas nos albuns antigos e postar no facebook. Eu me emociono sempre, acho foda poder rever quem ja se foi ou ver como minha mae e tias eram quando tinham a minha idade.
De todas as fotos, a que eu mais gostei foi essa aqui:
Essa foto foi tirada na casa da tia Lu, de onde tenho lembrancas incriveis. A "casa da praca" como ate hoje elas se referem. Uma casa enorme pra um adulto, magina entao na concepcao de uma crianca! Lembro de tantos detalhes desse lugar que ate sonho que estou visitando novamente, passando a mao pelas paredes, sentindo as pastilhinhas da beira da piscina sob meus pes. Nessa foto estao tia Lu e a Dada, com seus maios ultra sensuais haha e meus primos, penso que seja o Ze e o Fabio. Nao sei o ano, nao sei nem se tinha nascido. Uma foto boba, de um momento qualquer, mas de plena felicidade.
Nao repare, pode ser que eu esteja sensivel demais.
Meu irmao foi o primeiro a comentar essa foto no face:
"Porque sera que as rodrigues tem essa mania de ficar boiando?"
E so entao eu me liguei porque eu gosto de mar calmo, sem ondas. Tai sua explicacao marido. Desde sempre aprendi a boiar com as mestras no assunto (insira aqui sua piadinha infame sobre o que mais boia). Minhas tias e mamae so entravam no mar quando estava calminho. Eu amava entrar junto com elas, ficar boiando na marolinha, ouvindo o barulho debaixo da agua.
E nao tem uma vez que eu faca isso e nao me lembre delas.
E foi por isso que essa foto me fez chorar <3
sábado, 18 de junho de 2011
The baseballs
Minha nova banda favorita gente.
Magina que eles pegam aquelas músicas escrotas de rihanna e companhia e consertam! Claro que a letra continua a mesma bosta, mas o ritmo, quanta diferença! Rockabilly neles!
Fora que são unsgostosos fofuchos com essa risadinha de lado a la Elvis.
Assista. Duvido você não dar uma dançadinha =)
Magina que eles pegam aquelas músicas escrotas de rihanna e companhia e consertam! Claro que a letra continua a mesma bosta, mas o ritmo, quanta diferença! Rockabilly neles!
Fora que são uns
Assista. Duvido você não dar uma dançadinha =)
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